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sábado, abril 02, 2005

Interrupção Voluntária da Gravidez


A defesa da legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez foi sempre uma das bandeiras da JS. Estima-se que em Portugal mais de 16.000 mulheres, por ano, recorrem ao aborto clandestino, muitas delas em condições desumanas, com falta de segurança, assistência médica e de acompanhamento psicológico. São as mulheres mais pobres as mais atingidas, essas, por falta de dinheiro e informação recorrem a parteiras e pseudo-médicos ou mesmo à auto medicação, o que conduz, na maioria dos casos a graves problemas de saúde.

Por outro lado, as mulheres de nível social económico e social superior, têm a possibilidade de se deslocar ao estrangeiro e fazer a interrupção da gravidez com todas as condições médicas e higiénicas necessárias. Estima-se que todos os anos mais de 9.000 mulheres deslocam-se a Espanha para fazer a interrupção da gravidez em boas condições.
O aborto clandestino acaba por ser, deste modo, um dos mais graves problemas da saúde pública, por outro lado, as mulheres continuam sem ter a opção de escolher. Escolher entre um aborto clandestino sem condições de espécie alguma e sem o devido acompanhamento, ou escolher um aborto que lhes garanta a segurança e o acompanhamento psicológico necessário.
Está provado que apesar do aborto clandestino poder levar até uma pena de 3 anos de prisão não elimina o problema, apenas o leva à clandestinidade e sujeita as mulheres a consequências extremamente negativas.
Deixemo-nos de hipocrisias, todos nós o sabemos, esta é a realidade. Mas nem todos temos a coragem de dizer que a única forma de acabar com a clandestinidade do aborto, com as deploráveis condições em que os mesmos são feitos, com as milhares de mulheres que, anualmente, dão entrada nos hospitais devido a abortos mal feitas e algumas acabam por morrer.
Também eu sou contra o aborto, acho que todos somos, mas sou favorável á legalização da interrupção voluntária da gravidez. Só assim se acabará com este flagelo, só assim se acabará com a clandestinidade.
Com esta posição apenas pretendemos minorar as consequências físicas e psicológicas da mulher que, pelas mais diversas razões, se vê obrigada a recorrer à interrupção voluntária da gravidez e dar-lhe a opção de escolha.
Filipe Carvalho
Líder da JS Felgueiras